Dia Mundial do Rock: história, curiosidades e como o 13 de julho virou a data oficial da guitarra distorcida
Tempo de leitura: cerca de 12 minutos. Dá o play, sobe o volume e vem com a gente, porque aqui na Rádio Interessante o rock corre na veia.
Se você procura saber como surgiu o Dia do Rock, por que ele é comemorado em 13 de julho e como a data é celebrada no Brasil e no mundo, chegou ao lugar certo. Neste guia completo, assinado pela Rádio Interessante , reunimos a história do Dia Mundial do Rock, curiosidades que vão te render pontos em qualquer mesa de bar, os grandes marcos do rock and roll e ideias para comemorar a data com o barulho que ela merece.
Spoiler: tem Queen, tem Rock in Rio, tem bilhões de espectadores e tem até um músico que pegou um avião supersônico para tocar duas vezes no mesmo dia. Bora?
O que é o Dia Mundial do Rock?
O Dia Mundial do Rock é comemorado todos os anos em 13 de julho. Não é feriado, ninguém ganha folga (infelizmente), mas é a data em que rádios, bandas, casas de show, plataformas de streaming e fãs do mundo inteiro se juntam para celebrar um dos gêneros musicais mais influentes da história.
Mais do que um simples dia no calendário, a data é um convite para revisitar clássicos, descobrir bandas novas e lembrar que o rock nunca foi só música: sempre foi atitude, contracultura, rebeldia com causa e, claro, muito cabelo balançando ao vento.
Rock, rádio e 13 de julho: por que essa data é a nossa casa
Antes do streaming e dos algoritmos, quem mandava no gosto musical era o rádio (e a fita cassete gravada com o dedo pronto para apertar o REC). Foi nas ondas das emissoras que muita gente ouviu o primeiro rock da vida, e é comum que as rádios abram a programação do dia 13 de julho com clássicos, histórias de bastidor e muita nostalgia.
A gente, aqui da Rádio Interessante , a rádio com programação e som independente, é da Geração Y: cresceu entre fita cassete, CD, MTV, MSN e música baixada em conexão discada. Somos da velha guarda do rock, mas não somos velhos, e vivemos tentando fazer a ponte entre quem viu tudo isso acontecer e a galera nova que está descobrindo Queen no TikTok.
Por isso, nosso Dia do Rock tem um recorte especial: celebramos os clássicos, claro, mas também apontamos o holofote para os artistas autorais e independentes, que fazem o rock acontecer todos os dias, sem gravadora gigante e sem muito aplauso. É o nosso rock’n’roll na veia e cultura POP no coração em forma de texto.
Como surgiu o Dia do Rock? A resposta está no Live Aid
A origem do Dia Mundial do Rock está ligada a um dos maiores eventos musicais de todos os tempos: o Live Aid, realizado em 13 de julho de 1985.
O festival foi idealizado pelo músico irlandês Bob Geldof, com a colaboração de Midge Ure, depois do sucesso do single beneficente Do They Know It's Christmas? (1984), gravado pelo supergrupo Band Aid. O objetivo era arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia, que atravessava uma crise humanitária gravíssima.
Dois palcos, um planeta inteiro assistindo
O Live Aid aconteceu em dois estádios ao mesmo tempo:
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Estádio de Wembley, em Londres (Reino Unido), com cerca de 72 mil pessoas;
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Estádio JFK, na Filadélfia (Estados Unidos), com cerca de 90 mil pessoas.
O evento arrecadou dezenas de milhões de libras na época, e as doações continuaram chegando nos anos seguintes. Os valores totais costumam ser citados na casa de 150 milhões de libras, somando todas as campanhas associadas.
Os momentos que entraram para a história
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Queen em Wembley: em cerca de 20 minutos, a banda liderada por Freddie Mercury entregou um show tão arrasador que muita gente o considera, até hoje, a melhor apresentação ao vivo da história do rock. O público cantando Radio Ga Ga em coro é a prova de que não precisa de mais nada além de uma boa música e um carisma absurdo.
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Phil Collins, o homem que tocou em dois continentes no mesmo dia: ele se apresentou em Londres, pegou o Concorde (avião supersônico) e chegou a tempo de tocar também na Filadélfia. Isso é o que chamamos de agenda cheia.
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O reencontro do Led Zeppelin: na Filadélfia, Robert Plant e Jimmy Page subiram juntos ao palco, com Phil Collins (de novo ele!) e Tony Thompson na bateria.
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Black Sabbath com Ozzy Osbourne: a formação original voltou a tocar junta, para alegria dos fãs do metal.
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O grand finale: Do They Know It's Christmas? em Londres e We Are the World na Filadélfia, com dezenas de artistas cantando juntos pela mesma causa.
Por que 13 de julho? A data e a tradição
O Live Aid aconteceu em 13 de julho e foi tão marcante que a data passou a ser associada ao rock, primeiro de forma espontânea, depois com a ajuda das rádios e do mercado musical, que adotaram o dia como pretexto perfeito para tocar o que há de melhor no gênero.
É importante saber: o Dia Mundial do Rock não foi instituído por uma lei internacional ou por um órgão como a ONU. Trata-se de uma data comemorativa popular, que ganhou força pelo carinho dos fãs, das emissoras e da própria indústria. E, convenhamos, o rock sempre funcionou melhor sem regras oficiais.
Dia do Rock no Brasil: Rock in Rio e a explosão do rock nacional
No Brasil, o Dia do Rock é celebrado com entusiasmo, e não é por acaso. Meses antes do Live Aid, em janeiro de 1985, o país vivia o seu próprio marco: a primeira edição do Rock in Rio.
Rock in Rio 1985: o festival que mudou a história
O clima era histórico também fora do palco: o Brasil vivia o fim da ditadura militar, e o festival virou símbolo de liberdade, juventude e renovação. Foi ali que o país descobriu que cabia no mapa dos grandes festivais mundiais.
A era de ouro do rock nacional
A década de 1980 foi o auge do chamado BRock (o rock brasileiro). Bandas como Legião Urbana, Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Ultraje a Rigor, RPM, Capital Inicial e Engenheiros do Hawaii transformaram letras sobre política, amor, angústia e cotidiano em hinos de uma geração.
Mas a história do rock brasileiro começa antes: Raul Seixas, Rita Lee e Os Mutantes já faziam barulho nos anos 1960 e 1970, abrindo caminho para tudo o que veio depois. E o legado segue vivo com Charlie Brown Jr., Skank, Pitty, Nando Reis, Raimundos, Sepultura (que levou o metal brasileiro para o mundo) e novas bandas que seguem no underground e nos festivais.
Como o brasileiro comemora o Dia do Rock
Por aqui, a data costuma render:
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programação especial em rádios com clássicos e listas dos mais pedidos;
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shows e festas temáticas em bares e casas noturnas;
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playlists compartilhadas nas redes e nos aplicativos de streaming;
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homenagens nas redes sociais, com direito a throwback de camisas de banda e ingressos antigos;
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promoções em lojas de discos, instrumentos e cervejarias (afinal, ninguém é de ferro).
Como o Dia do Rock é comemorado pelo mundo
A data não tem um ritual único, e isso é parte da graça. Em cada canto, a celebração ganha um sotaque diferente:
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Reino Unido: berço de Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, Pink Floyd e Queen. Pubs, rádios e lojas de discos entram no clima, e o Live Aid costuma ser relembrado com documentários e retrospectivas.
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Estados Unidos: terra do Elvis, de Chuck Berry, Jimi Hendrix, Nirvana e Ramones. O Rock and Roll Hall of Fame, em Cleveland, é uma das grandes referências para quem ama o gênero, e a data costuma ser lembrada pela mídia e pelos fãs.
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Portugal: o país tem forte tradição de festivais e, desde 2004, recebe o Rock in Rio Lisboa, que levou a marca brasileira para a Europa.
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América Latina: o rock em espanhol, o chamado rock en español, tem bandas lendárias como Soda Stereo, Los Fabulosos Cadillacs e Café Tacvba. Alguns países, como a Argentina, têm também a sua própria data para o rock nacional, em outro dia do calendário.
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Mundo digital: plataformas de streaming, rádios online e criadores de conteúdo transformam a data em tendência global, com playlists, desafios e lives especiais.
O rock e seus vizinhos: os gêneros que orbitam o rock
O rock é um gênero generoso: deu origem a filhos, netos, primos e agregados. Aqui na rádio o rock manda, mas a casa é plural. Alguns vizinhos de quarteirão que frequentam a nossa programação:
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Pop rock e power pop: refrão grudento com guitarra na frente.
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Indie e alternativo: a cena que nasceu longe do mainstream e virou estilo de vida.
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Punk e hardcore: curto, rápido e sem pedir licença.
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Hard rock e metal: peso, solo de guitarra e muita atitude.
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Blues e soul: as raízes de tudo, que nunca saem de moda.
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Rock com sotaque brasileiro: da Tropicália dos Mutantes ao manguebeat de Chico Science & Nação Zumbi.
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Eletrônico e synthpop: quando a guitarra encontra o sintetizador e ninguém reclama.
E a cultura pop ajuda a manter essa chama acesa: séries, filmes e games apresentam o rock para novas gerações o tempo todo. Em 2022, Stranger Things fez Running Up That Hill, de Kate Bush, e Master of Puppets, do Metallica, voltarem às paradas, quase quatro décadas depois de lançadas.
Grandes marcos da história do rock
Para entender por que o gênero merece um dia só dele, vale passar por alguns momentos que mudaram a música para sempre:
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Anos 1940 e 1950: o rock nasce da mistura de blues, country, gospel e rhythm and blues. O termo rock and roll é popularizado pelo radialista Alan Freed no início dos anos 1950.
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1954: Elvis Presley grava That's All Right nos estúdios da Sun Records, no Tennessee. O mesmo ano marca o lançamento da guitarra Fender Stratocaster, que ainda é um ícone.
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1955: Rock Around the Clock, de Bill Haley & His Comets, chega ao topo das paradas e leva o rock para o mainstream.
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1964: os Beatles fazem sua estreia no programa de Ed Sullivan, nos EUA, e dão início à chamada "invasão britânica".
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1969: o festival de Woodstock reúne centenas de milhares de pessoas e vira símbolo da contracultura.
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Anos 1970: explosão do hard rock, do heavy metal, do rock progressivo e do punk, com nomes como Led Zeppelin, Black Sabbath, Pink Floyd e Ramones.
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1985: Rock in Rio (janeiro) e Live Aid (julho). Um ano que, sozinho, já justificaria uma data comemorativa.
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1991: o álbum Nevermind, do Nirvana, coloca o grunge e o rock alternativo no centro do mundo.
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1995: inauguração do museu do Rock and Roll Hall of Fame, em Cleveland.
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Anos 2000 em diante: o rock se mistura com eletrônica, pop e rap, ganha novas vertentes e segue conquistando fãs de todas as idades.
10 curiosidades sobre o rock (para você brilhar na conversa)
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O rock tem raízes na música negra americana. Artistas como Sister Rosetta Tharpe, Chuck Berry e Little Richard foram pilares do gênero, muito antes de ele virar fenômeno branco de massa.
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Chuck Berry foi parar no espaço. A música Johnny B. Goode faz parte do Disco de Ouro das sondas Voyager, lançadas pela NASA em 1977, para apresentar a humanidade a possíveis seres de outros mundos.
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O "chifrinho" do rock tem dono (ou quase). O gesto da mão com indicador e mindinho levantados foi popularizado pelo vocalista Ronnie James Dio, nos anos 1970.
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Bohemian Rhapsody quebrou todas as regras. Com cerca de seis minutos, ópera no meio e sem refrão tradicional, a música do Queen parecia impossível de tocar no rádio. Virou um dos maiores clássicos da história.
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O Rock in Rio é um fenômeno brasileiro de exportação. Depois do Rio de Janeiro, o festival ganhou edições em Lisboa, Madri, Las Vegas e outros lugares.
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Phil Collins e o Concorde: a façanha de tocar em Londres e na Filadélfia no mesmo dia virou uma das histórias mais contadas do Live Aid.
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O rock já foi visto como "música do diabo". Nos anos 1950, igrejas, pais e governos tentaram censurar o gênero. Só serviu para deixá-lo ainda mais atraente.
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A guitarra elétrica mudou tudo. O som distorcido, antes considerado defeito de amplificador, virou assinatura do gênero.
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O rock é multigeracional. Hoje, quem curte AC/DC pode ter 15 ou 65 anos, e as camisas de banda passam de pai para filho como relíquia de família.
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O rock sempre teve causa. Do Live Aid a diversos shows beneficentes, o gênero tem longa tradição de usar o palco para algo maior do que a própria música.
Dia do Rock e bandas independentes: uma combinação perfeita
O Dia Mundial do Rock é a data ideal para dar palco às bandas independentes, porque o espírito do gênero sempre foi o mesmo: faça você mesmo, do jeito que der, e toque alto. Antes de virar estádio lotado, todo grande nome do rock foi uma banda de garagem tentando convencer o dono do bar a abrir uma brecha na programação.
Por que tudo a ver?
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O rock nasceu independente. Muitos selos pioneiros eram pequenos e criados por apaixonados por música, como a Sun Records, que gravou os primeiros discos de Elvis.
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O punk transformou o "faça você mesmo" em filosofia. Bandas como Black Flag e Dead Kennedys criaram ou ajudaram a fortalecer selos próprios, e o Fugazi ficou famoso por manter ingressos baratos (cerca de cinco dólares) e distribuição independente pelo selo Dischord.
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O espírito do Live Aid também vale aqui. Se o festival mostrou o poder de uma comunidade unida por uma causa, a cena independente prova isso todo fim de semana, com bandas dividindo equipamento, palco e a camisa do show.
A cena independente brasileira
No Brasil, o rock autoral independente tem história longa. No fim dos anos 1970 e nos anos 1980, selos como a Baratos Afins, de São Paulo, e bandas do punk paulistano, como Cólera, Inocentes e Ratos de Porão, mostraram que dava para gravar, lançar e circular sem depender das grandes gravadoras.
Depois vieram os festivais que abriram caminho em várias regiões do país:
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Abril Pro Rock (Recife): nascido nos anos 1990, foi uma vitrine importante para a cena pernambucana e nacional.
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Goiânia Noise e Bananada (Goiânia): referências do rock alternativo e autoral no Centro-Oeste.
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Porão do Rock (Brasília): ligado à tradição roqueira da capital federal, também dá espaço a bandas novas.
Hoje, plataformas como Bandcamp, YouTube, Spotify e Instagram reduziram a distância entre quem toca e quem escuta. A banda de garagem de Maringá, Recife ou Porto Alegre pode alcançar ouvintes do outro lado do país, e o Dia do Rock é um ótimo gancho para isso.
Como apoiar bandas independentes no Dia do Rock
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Vá a um show local e leve um amigo. Plateia cheia é o melhor cachê que existe.
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Compre merchandising direto da banda: camisa, CD, vinil ou fita cassete (sim, elas voltaram).
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Ouça, salve e compartilhe as músicas nas plataformas de streaming e marque os artistas nas redes.
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Monte uma playlist só com bandas independentes da sua cidade ou região e divulgue com a hashtag do Dia do Rock.
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Prestigie casas de show pequenas e estúdios de ensaio. Sem eles, não existe cena.
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Para quem tem blog ou perfil: abra espaço para entrevistas, resenhas e indicações de bandas autorais.
E se a sua banda ainda não toca por aí, a gente quer ouvir. Na Rádio Interessante , artista autoral e independente é prioridade, não nota de rodapé. Manda o seu som pra gente!
Como comemorar o Dia do Rock: ideias para todos os estilos
Não precisa ter amplificador em casa (os vizinhos agradecem). Algumas ideias para aproveitar a data:
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Monte uma playlist temática, misturando clássicos internacionais e rock nacional, e compartilhe com os amigos.
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Assista a um documentário ou show histórico: o set do Queen no Live Aid e filmes sobre bandas icônicas são programa certeiro.
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Vá a um show ou festa de rock na sua cidade e prestigie as bandas locais, que são o combustível do gênero.
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Reveja a sua coleção de discos (ou comece uma!) e redescubra um álbum que você não ouvia há anos.
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Vista a camisa da sua banda favorita, no trabalho, na faculdade ou onde o dress code permitir.
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Aprenda uma música nova na guitarra, no baixo, na bateria ou até no ukulele. Rock é atitude, não equipamento.
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Apoie causas sociais: em homenagem ao espírito do Live Aid, vale contribuir com uma campanha ou projeto solidário.
Playlist de aquecimento para o Dia do Rock
Para não deixar ninguém na mão, uma seleção de clássicos para abrir os trabalhos:
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Queen: We Will Rock You e Don't Stop Me Now
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AC/DC: Highway to Hell
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Led Zeppelin: Whole Lotta Love
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Nirvana: Smells Like Teen Spirit
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Legião Urbana: Tempo Perdido
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Paralamas do Sucesso: Óculos
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Titãs: Epitáfio
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Raul Seixas: Maluco Beleza
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Rita Lee: Ovelha Negra
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Pitty: Admirável Chip Novo
Bloco autoral (bônus da casa): depois dos clássicos, reserve um espaço na playlist para pelo menos três bandas independentes da sua cidade ou região. É esse tipo de descoberta que a gente mais ama fazer por aqui.
Perguntas frequentes sobre o Dia do Rock
Quando é o Dia do Rock?
O Dia Mundial do Rock é comemorado todos os anos em 13 de julho.
Por que o Dia do Rock é comemorado em 13 de julho?
Porque foi nessa data, em 1985, que aconteceu o Live Aid, megaevento beneficente que reuniu astros do rock em Londres e na Filadélfia e foi transmitido para bilhões de pessoas.
O Dia do Rock é feriado?
Não. É uma data comemorativa popular, sem status de feriado em nenhum país.
Qual a diferença entre Rock in Rio e Live Aid?
O Rock in Rio é um festival de música criado no Brasil, que estreou em janeiro de 1985, no Rio de Janeiro. O Live Aid foi um show beneficente simultâneo em Londres e na Filadélfia, realizado em julho do mesmo ano, para arrecadar fundos contra a fome na Etiópia.
Quem inventou o rock and roll?
Não existe um único inventor. O gênero nasceu da mistura de blues, country, gospel e rhythm and blues nos Estados Unidos, com contribuições decisivas de artistas como Chuck Berry, Little Richard, Sister Rosetta Tharpe e Elvis Presley.
O rock não morre, só muda de volume
O Dia Mundial do Rock é mais do que uma data no calendário: é um lembrete de que a música tem poder de unir gerações, derrubar barreiras e, de vez em quando, ajudar a salvar vidas, como fez o Live Aid. Do Rock in Rio ao Wembley lotado, das garagens aos grandes festivais, o rock segue provando que a boa e velha combinação de guitarra, baixo, bateria e atitude nunca sai de moda.
Aqui na Rádio Interessante , a gente vive de rock’n’roll na veia e cultura POP no coração, e o 13 de julho é a nossa festa. Então, no próximo 13 de julho, já sabe: coloque o seu disco favorito para tocar, chame os amigos e deixe o volume na altura que a vizinhança (mais ou menos) aguenta. Long live rock! 🤘
E você, qual é a música que não pode faltar na sua playlist do Dia do Rock? E qual banda independente merece mais ouvidos? Conta pra gente nos comentários!






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