Meta é condenada a pagar US$25 bi ao Novo México após júri concluir que empresa enganou consumidores sobre privacidade de dados

A conta chegou: Meta é condenada a pagar US$ 25 bilhões após escândalo de privacidade!

Fala, galera da Rádio Interessante! Se você achava que aquele clique "aceito os termos de uso" era só uma formalidade chata, é melhor prestar atenção no que acabou de acontecer nos Estados Unidos. A Meta — sim, a gigante dona do Facebook, Instagram e WhatsApp — levou uma invertida histórica da justiça do Novo México. O valor da condenação? Nada menos que US$ 25 bilhões. É dinheiro que não acaba mais, e o motivo é uma polêmica antiga que voltou com força total: o uso indevido dos seus dados pessoais.

Tudo começou com aquele famoso escândalo da Cambridge Analytica, lá em 2016. Sabe aquela consultoria política que trabalhou na campanha do Donald Trump? Pois é, o júri concluiu que a Meta permitiu que esses caras capturassem os dados de milhões de usuários sem um "psiu" de consentimento. O estado do Novo México, que não está para brincadeira, processou a empresa em 2021, acusando o Facebook de mentir descaradamente sobre quem tinha acesso ao que você posta, curte e comenta por lá.

Mentiras e discursos de ódio: o "combo" que custou caro

A situação para Mark Zuckerberg e sua turma não está nada fácil. O processo não focou apenas no vazamento de dados. O estado do Novo México foi além e afirmou que a Meta enganou os usuários sobre como lidava com discursos de ódio e desinformação. Sabe aquela política interna que diz que a plataforma é segura? O júri entendeu que a empresa sabia muito bem que terceiros tinham acesso amplo aos seus dados e, olha só, tolerava conteúdos nocivos simplesmente porque isso ajudava a engordar os lucros da companhia.

O resultado do julgamento foi implacável: 26 das 29 declarações feitas pela liderança da Meta foram consideradas enganosas. Estamos falando de mais de 43 milhões de violações das leis de proteção ao consumidor. A conta, que bateu na casa dos bilhões, deve ser destinada integralmente ao sistema escolar do Novo México. Como disse a advogada do estado, Randi McGinn: "Este tribunal precisa falar com a Meta na única linguagem que ela entende, que é a do dinheiro e do valor de suas ações". E, pelo visto, eles foram bem diretos no recado!

O histórico de derrotas da Meta no Novo México

Se você acha que a Meta vai apenas lamentar e seguir em frente, saiba que essa não é a primeira vez que eles perdem para a justiça de Santa Fé. Este é o segundo grande revés da empresa no estado em apenas seis meses. Lembra quando falamos aqui na rádio sobre a segurança dos nossos jovens? Pois bem, em março deste ano, a empresa já tinha sido condenada a pagar US$ 375 milhões por colocar em risco a saúde mental de crianças e adolescentes. Naquela ocasião, a justiça ainda obrigou a empresa a implementar medidas reais de proteção nas suas plataformas.

A defesa da Meta, como era de se esperar, tentou minimizar tudo. Eles pediram que a multa fosse reduzida para US$ 3,45 bilhões, argumentando que valores astronômicos afastariam empresas do estado e insistindo que "não vendem dados de usuários". Mas o júri não comprou a ideia e manteve a mão pesada na sentença.

Agora, resta saber qual será o próximo capítulo dessa novela. Será que a Meta vai recorrer ou finalmente vai começar a levar a privacidade dos usuários a sério? Fato é que essa condenação serve como um lembrete importante para todo mundo que vive conectado: os seus dados valem muito, e as empresas que lucram com eles precisam, no mínimo, ser honestas com quem sustenta o império delas. Fique ligado na programação da Rádio Interessante para acompanhar o desenrolar dessa história!

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