PAUL MCCARTNEY RESGATA TÉCNICA DOS BEATLES EM SEU NOVO ÁLBUM

Paul McCartney volta no tempo: o "toque de mestre" que salvou o novo álbum do Beatle

Fala, galera da Rádio Interessante! Se você acha que, em 2026, a música é feita apenas com cliques no mouse e inteligência artificial, é porque ainda não viu o que o eterno Beatle, Sir Paul McCartney, aprontou em seu mais recente trabalho, The Boys of Dungeon Lane. Enquanto a maioria dos artistas corre para as facilidades dos softwares modernos, Paul decidiu que, às vezes, a tecnologia de ponta precisa de um empurrãozinho... da tecnologia de 1965!

Steve Orchard, o engenheiro de som que é o braço direito de Macca desde 2014, soltou o verbo em uma entrevista exclusiva para a revista Reverb. Ele revelou que o processo de criação desse álbum não foi apenas digital: teve cheiro de fita magnética, barulho de máquina analógica e, acreditem se quiser, o uso de lâminas de corte para editar música. É isso mesmo, o bom e velho "corta e cola" manual está de volta com tudo.

Cirurgia sonora: o "corta e cola" que você respeita

A história aconteceu durante a gravação da faixa “We Two”. A equipe estava usando uma lendária Studer J37 de quatro canais — sim, aquela mesma máquina icônica que os Beatles usaram para gravar obras-primas no auge da Beatlemania. O clima estava ótimo, a música estava fluindo, mas, como em toda boa sessão de estúdio, surgiu um probleminha: um pequeno deslize no andamento bem no finalzinho da faixa.

Hoje em dia, qualquer estagiário resolveria isso com dois cliques no computador. Mas Paul, junto com o produtor Andrew Watt e o próprio Orchard, resolveu fazer do jeito difícil. Em vez de apelar para o software, o engenheiro sacou a lâmina e a fita adesiva. Eles gravaram um novo trecho, marcaram o ponto exato na fita física, cortaram e uniram as partes manualmente. Orchard confessou: ele não fazia uma edição dessas, na ponta da lâmina, há mais de 20 anos! É o tipo de paixão pelo detalhe que só uma lenda viva como o Paul consegue manter.

A lendária máquina Studer J37

A Studer J37: o "brinquedo" de luxo que trouxe de volta a alma do som analógico para o novo álbum do Paul.

O equilíbrio perfeito: o novo encontra o velho

Agora, não vá pensando que o estúdio do McCartney virou um museu, tá? O cara é esperto e sabe equilibrar as coisas. O álbum foi majoritariamente produzido no Pro Tools, o software mais usado por profissionais no mundo todo. O segredo, segundo Orchard, é usar o digital para a organização e o analógico para a "alma".

No estúdio particular do Sir Paul, as máquinas de fita servem como um parque de diversões sonoro. Eles usam esses equipamentos antigos para testar mudanças de velocidade, texturas diferentes e aquele calor que só a fita magnética entrega. Não se trata de viver no passado, mas de ter a liberdade de usar o melhor dos dois mundos. É uma aula de produção musical: usar a rapidez do digital com a personalidade única do som analógico.

Uma viagem emocional por Liverpool

Lançado em maio de 2026, The Boys of Dungeon Lane é aquele tipo de disco que a gente ouve de olhos fechados. O álbum é um mergulho profundo nas memórias de infância de Paul em Liverpool. É um disco pessoal, maduro e que marca um retorno triunfal às composições inéditas depois de cinco anos de hiato.

E se você é fã de carteirinha, sabe que o mimo não parou no lançamento inicial. Em outubro, saiu uma edição especial com quatro faixas extras, incluindo um dueto emocionante com Ringo Starr em “Home to Us”. É a prova de que, mesmo depois de décadas de carreira, Paul McCartney continua inovando, surpreendendo e, claro, provando que a música feita com as mãos sempre vai ter um lugarzinho especial no nosso coração. Fique ligado na Rádio Interessante para mais novidades sobre o mundo da música!

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